7.8.12

Crítica "A Filha do Capitão" de José Rodrigues dos Santos


A Filha do Capitão
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 600
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789726629948






Sinopse
O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.
Opinião:
                Depois de um longo período afastada de autores como Dan Brown e José Rodrigues dos Santos decidi voltar a apostar neste último, talvez por já ter tido algumas opiniões acerca de “A Filha do Capitão” e ter ficado bastante curiosa.
                Após a sua leitura posso confirmar que este livro foge bastante ao tipo de escrita o JRS nos habituou-o e, por isso, adorei “A Filha do Capitão”.
                Segundo o wikipédia este é o segundo romance do autor lançado em 2004. Conta a história de um amor impossível entre um soldado português e uma dama francesa durante a 1ª Guerra Mundial. Ao longo da narrativa ouvimos histórias das trincheiras de Flandres onde, dia-a-dia, soldados portugueses lutam pela Nação e pela vida.
                A história desenrola-se em volta de Afonso Brandão, desde as dificuldades da sua infância, passando o Clero até ao serviço Militar. É durante a sua estadia em França, em plena 1ª Guerra Mundial, que conhece a formosa donzela Agnés Chevallier, ex-estudante de Medicina. Os dois vivem uma intensa paixão com um desfecho infeliz.
                Irrefutavelmente, esta é uma narrativa de leitura intensa e estimulante levando o leitor a querer descobrir sempre mais. Para mim, o mais fascinante é a forma coerente e realista como JRS relata ao pormenor o ambiente nas trincheiras e os acontecimentos da 1ª República.
                Sem dúvida, um romance que recomendo a todos os amantes da História de Portugal.

Driqa*

18.6.12

"Querido Papá", de Danielle Steel




Editora: Círculo de Leitores

ISBN: 9724213331

Edição Portuguesa: 1996

Páginas:333

Preço: 9,55€



É um livro interessante e cativa o leitor lê-lo todo numa só vez pela forma como a autora expõe as situações, dando ênfase aos sentimentos e emoções dos personagens.

O drama desenrola-se em torno de Oliver Watson. É um homem sucedido a nível profissional e pensa que também assim é a nível familiar, esposa dedicada que cuida dos três filhos na casa de campo.
Porém, no final de 18 anos de casamento, a esposa decide ausentar-se para realizar mestrado. Para Sarah Watson o casamento, filhos e casa de campo fora sempre sonhos do marido e foi desistindo dos dela, uma vida independente, apartamento na cidade na cidade, estudar e a literatura.

Daqui começa todo o enredo, Oliver vê-se sozinho com 3 filhos nos braços, o divórcio adivinhava-se. Os filhos ficam transtornados. Filho mais velho, com 17 anos, engravida a namorada, abandona os estudos e começa a trabalhar. Sua mãe inicia sinais de Alzheimer e seu pai não sabe como lidar com a situação. Os três homens voltam a reescrever as suas histórias de vida.

Oliver retoma a sua vida a nível pessoal e familiar, nos primeiros tempos é descrito o desespero que sentiu, mas num ano ele refaz a sua vida, e no final conhece a pessoa com quem se identifica, voltando a casar. A vida familiar regressou harmonia com que sempre sonhou.

O livro ensina que não se pode ser feliz ou construir uma família só por amar alguém, é crucial ter objectivos comuns em que haja cedências de ambas partes. E, quando tudo parece desmoronar-se a alternativa é lutar, a vida contínua, pois haverá algo melhor para acontecer, mesmo que inicialmente pareça impossível. O que importa é aproveitar as oportunidades, sucumbir o receio de amar e acreditar que se consegue ser feliz.


Citação: 

"Oliver rodeou a esposa com um braço e sorriu.(...) Tinha tudo, a vida que desejara, e uma mulher que fazia com que tudo valesse a pena. E não lhe sobrava a menor dúvida de que era o homem com mais sorte à superfície da Terra" p. 332


Sobre autora, Danielle Steel:

“Escritora norte-americana, nascida em 1949, em Nova Iorque, autora de best-sellers no seu país e no estrangeiro. Escreve livros sobre dramas da realidade quotidiana ligados essencialmente ao amor, às relações conturbadas, à traição, à separação e ao sofrimento, mas com o sempre desejado desenlace feliz. (…) As suas obras são best-sellers em mais de 45 países.(…)”

21.5.12

O Código da Inteligência - Augusto Cury

Editora: Pergaminho
1.ª Reimpressão: Dezembro 2009
ISBN: 9789727119219
Páginas: 224

Autor:" Dr. Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta e durante mais de vinte anos desenvolveu uma nova teoria psicológica sobre o funcionamento da mente, o processo de construção de pensamentos e o processo de formação de pensadores. Sua teoria chama-se Inteligência Multifocal ou Psicologia Multifocal.
É autor de 24 livros, difundidos em mais de cinquenta países. Psicólogos, sociólogos, pedagogos e médicos utilizam as suas obras, e algumas universidades oferecem cursos de pós-graduação derivados da sua teoria.
É patrono da Universidade da Criança em Portugal, doutor honoris causa da universidade Unifil (Londrina) e membro de honra do Instituto Inteligência (Porto, Portugal)".


Crítica: O autor dá-nos a conhecer uma pequena parte da sua teoria incidindo-se na definição de inteligência, descreve as 4 armadilhas de mente: conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer erros e o medo de correr riscos; e revela os 8 códigos da inteligência que leva as pessoas a desenvolverem arte de pensar, serem autocríticos e desbloquearem as armadilhas para alcançarem saúde psíquica ou mesmo a excelência no campo profissional, afectivo e social.

8 Códigos da Inteligência:
1.º - O código do eu enquanto gestor do intelecto
2.º - Pensar nas consequências dos comportamentos
3.º - Código da psicoadaptação ou da resiliência
4.º - Código do altruísmo
5.º - Código do debate de ideias
6.º - Código do carisma
7.º - Código da intuição criativa
8.º - Código do eu enquanto gestor de emoções.

O livro tem uma leitura exigente, não pelo seu nível de escrita mas devido à quantidade de informação, particularmente para quem não tem conhecimentos na área da psicologia. A abordagem informal, leva a imaginar que estamos numa conversa com o autor. Ele dá exemplos muito concretos quer de pessoas, quer do quotidiano, que faz interiorizar e apreender a teoria da inteligência. A referência de grandes nomes da psicologia (Freud), filosofia (Confúcio, Freire, Descartes), religião (Jesus) e ciência (Einstein) ajuda a decifrar os códigos da inteligência sugeridos pelo autor e a compreender a mente humana.
“ O meu objectivo é disponibilizar ferramentas para estimular o debate de ideias, para que os leitores aprendam a actuar em seu psiquismo, a desenvolver consciência crítica, proteger sua emoção, tornarem-se gestores da sua mente e serem capazes de expandir seu potencial intelectual e prevenir transtornos psíquicos.” (CURY, 2009).
A leitura deste livro emerge momentos de reflexão. Como refere Cury (2009, p.212), “estamos perante um retrato cru das sociedades modernas. O normal transformou-se em anormal. A regra tornou-se excepção. Adoecemos colectivamente na era dos telemóveis e dos computadores, numa época de saltos tecnológicos fantásticos.”: professores que defendem verdades absolutas, escolas só transmitem informação e incentivam o silêncio antipedagógico, alunos submissos que apenas a recebem não questionam, não debatem, não exercem a arte do pensar.Porém, esta situação abrange um país, cidadãos, profissionais, famílias e o eu enquanto gestor psíquico.
É gritante estimular tanto jovens como adultos a libertar a criatividade, expandir a arte de pensar, desenvolver saúde psíquica e a excelência profissional, segundo Cury (2009), seríamos uma Humanidade com mais hipóteses de transportar as palavras felicidade, tolerância, afectividade e sabedoria dos dicionários para a nossa personalidade. Como refere Cury (2009, p. 213), “sonho que poderemos explorar o infinito mundo da nossa mente humana e conhecermo-nos cada vez melhor a nós mesmos, este ser complexo e belíssimo e, ao mesmo tempo, imperfeito e complicado.”.


                     “A vida é um grande e complexo texto, que necessita de muitas vírgulas para ser escrito, ainda que essas vírgulas assumam em alguns momentos o formato de Lágrimas.”

Cury, O vendedor de sonhos

4.3.12

Crítica: "Por Favor não Matem a Cotovia" de Harper Lee


Sinopse
Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Prémio Pulitzer

Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância. Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.

Por Favor Não Matem a Cotovia de Harper Lee

Críticas de imprensa

«Sem dúvida um verdadeiro fenómeno literário, este romance sulista não apresenta a mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e escrito com uma precisão cirúrgica.» Vogue

«O estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.» Time

Crítica:

“Por favor não matem a cotovia” é um livro impressionante. Narrado na primeira pessoa através de uma criança que, apesar de rebelde, é astuta e tão inocente quanto as outras.

Inicialmente, conta-se uma história simples e bonita de brincadeiras de crianças e os seus mistérios mas, com o desenvolvido da narrativa vamos nos apercebendo do envolvimento destas pessoas inocentes no processo judicial que o pai, Atticus Finch, estava a defender.

Por outro lado, no nosso dia a dia não temos tempo para reparar em injustiças e ainda menos vontade para nos aperceber delas. Contudo, pela visão de Scout conseguimos subtender os comentários e as opiniões maliciosas que vão correndo no livro. O quão inocente é esta criança que não percebe a diferença entre pretos e brancos, não entende porque o negros só podiam ir à Igreja no Domingo e os brancos quando quisessem, não sabe o porquê de a justiça para eles ser tão diferente da nossa e, principalmente, não compreende o que motiva este racismo.

Este livro alerta-nos ao racismo, à injustiça, à indiferença do povo. Apesar de ser uma história dos anos 30, tão actual que ela se encontra.

Definitivamente, recomendo a todos a lerem este livro e meditarem/reflectirem sobre a sociedade que nos inserimos.

Excerto

“- Preferia que andasses aos tiros às latas no quintal, mas sei que vais andar atrás dos pássaros. Podes matar todos os gaios-azuis que encontrares, isto se lhes conseguires acertar, mas lembra-te que é pecado matar uma cotovia.”

Driqa*

20.1.12

Crítica: "Qualquer coisa de Bom" de Sveva Casati Modignani


• Autora: Sveva Casati Modignani
• Editora: Edições Asa
• Data Publicação: 2005-04-01 00:00:00
• P.V.P: 8,90 €
• N.º de páginas: 352

Sinopse
: Uma herança inesperada e um amor que surge da vontade de ajudar aos outros.

Autores
: Sveva Casati Modignani é um pseudónimo adoptado por um casal italiano, Bice Cairati e Nullo Cantaroni. Em público só aparece a mulher que se apresenta como Sveva. Esta dupla é muito conceituada na literatura italiana sendo a que mais sucesso alcança no estrangeiro.

Crítica:A história ocorre no ano 2003 em Itália, porém o autor faz-nos viajar até aos anos de 1998, 1983/84, 1960/61 e 1953, elucidando-nos para cultura e tradições italianas destas épocas.
Ludovica Magnasco de 29 anos é, a personagem principal, conhecida por Lula, uma rapariga afável, honesta, bonita, excelente cozinheira (os capítulos do livro tem nomes de receitas) e trabalhadora que começa como empregada a dias, posteriormente porteira de um prédio e no final gestora de um restaurante devido a uma misteriosa herança milionária de Alexandra Pluda Cavalii, uma residente do prédio (Lula descobre que era sua tia). Mas não é só do sucesso desta boa rapariga que o livro se debate mas no romance com o Dr. Guido Montini que no final da história acabam por casar. As várias prolepses retractam as histórias trágicas de amor da avó e mãe de Lula.

Apesar de ser mais um romance, a fácil leitura prende-se na sua linguagem corrente e acessível, o interesse surge com as várias histórias que o livro retracta nas diferentes épocas tornado-o num livro atractivo e entusiasmante.

SS

12.1.12

Crítica: " A Praia do Destino" de Anita Shreve



Autora: Anita Shreve

Edição/reimpressão: 2004

Páginas: 416

Editor: Edições Asa

Sinopse

A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismos feminino e os preconceitos sociais.

Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de óston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…


Crítica:

“A Praia do Destino” é um livro que vi muitas vezes lá por casa, especialmente, porque a minha irmã o tinha junto à mesinha de cabeira. Os anos foram passando e o livro lá continuava. Assim, recentemente, decidi pegar-lhe e dar uma vista de olhos. Após várias tentativas de leitura, ontem finalmente consegui acabar de o ler.

Este livro reparte-se em três etapas muito bem identificadas. Conta-nos a história de um amor proibido entre Olympia, de 15 anos, e Haskel, com 40. Os primeiros capítulos centram-se em Olympia, na sua humilde e monótona vida e na visão que tem do mundo e do que a rodeia. Sendo esta uma parte um pouco secante, que me fez desistir o livro algumas vezes. No entanto, como o desenrolar dos acontecimentos esta apatia transformou-se numa adrenalina constante afim de tentar descobrir mais desta relação amorosa.

Simplesmente adorei o livro, a forma como a autora descreve as tradições e culturas da época, os preconceitos sociais, o papel submisso da mulher, a cultura franco-americana é fascinante. Chocante são as “disposições” que o pai de Olympia toma aquando o nascimento do filho desta, apenas por estar preocupado pela reputação dela e da família Biddford, ignorando a sua vontade. É, igualmente, gratificante a atitude desta rapariga quando decide recuperar o seu bem mais precioso, por isso para mim, a atitude desta após a leitura da sentença completamente insensata e irracional. Por outro lado, é magnífico o amor entre Olympia e Haskel que ambos sentem um pelo outro, mesmo após 4 anos de separação. Apesar de tudo o que sofreram e do sofrimento causado, estes dois amam-se incondicionalmente.

Afinal, tudo nesta vida se resumo ao mesmo: o amor entre homem e mulher e a forma como o concretizam, não interessa a idade nem o século em que nos encontramos pois, a vida é amor!


Excerto

"- Nunca deixei de te amar - diz ele - Nem por um minuto (...) Nunca pensei que um amor tão intenso pudesse perdurar por tanto tempo. (...) Nunca acreditei que isto fosse um erro.

(...)- Esta noite será nossa - diz ela - Vamos dormir um com o outro sem que ninguém nos perturbe."


P.S Podem encontrar a crítica de Monikita sobre o mesmo livro aqui: http://www.tastethisbook.blogspot.com/2010/02/critica-praia-do-destino-de-anita.html


Driqa*

12.9.11

Crítica: "Ainda bem que estás aqui" de Maria Daniela Raineri



Sinopse
Aos dezassete anos, Allegra sente-se invisível: os pais ignoram-na, os colegas da escola nova não socializam com ela e o belo Gabrielle, com quem sonha de noite, trata-a como se ela fosse sua irmã. Por outro lado, Luisa, de trinta e cinco anos, sente-se sufocada. É solteira, vive uma crise dos trinta anos e divide o seu afecto entre as duas únicas amigas e o amante. Em part-time, claro, porque ele é casado.

Allegra e Luisa não se conhecem, até que um acidente vem juntá-las. E se ao princípio a convivência é tempestuosa, acabam por tornar-se melhores amigas.


Crítica


“Maria Raineri é uma autora italiana que com a sua escrita cinematográfica, envolvente e directa, conta-nos a história de duas gerações diferentes, com as suas lágrimas e os seus sorrisos.”
"Ainda bem que estás aqui" é um livro de fácil leitura pois bastou duas noites para o terminar. Tal como indica a contra-capa, a história deste livro assemelha-se ao guião de um filme, é escasso em descrição e pormenores pecando bastante neste aspecto, baseado na acção e nada mais, ficando com a sensação que nada aprendemos depois sua leitura.
Apesar de conhecer pouco a cultura italiana, penso que a autora exagera um pouco nas personagens criadas, especialmente com Allegra, devido às suas atitudes exageradas e emotivas. Por outro lado, acho que falta à história imaginação e desenvolvimento, ficando à quem das expectitativas que o título pressupõe. Além disso, na minha opinião, é ridículo uma miúda viver com a amante do pai, depois da morte dos seus pais, sobretudo pela forma como os acontecimentos de desenrolaram. Talvez seja preconceito, mas a nossa sociedade é assim mesmo e eu não fugo à regra (por enquanto, espero). Por fim, admiro a atitude de Luisa ao aceitar de voltar Allegra mesmo depois de descobrir que esta dormiu com o namorado, do qual está grávida.
Concluindo, “Ainda bem que estás aqui” é um livro soft, o bastante para passar o tempo a ler intrigas de telenovelas.

Driqa*

23.4.11

Crítica: "Nômade" de Carlos Orsi Martinho



Crítica:

O “Nômade” de Carlos Orsi é um livro pequeno, de conteúdo acessível direccionado para os adolescentes.

A sua história é narrada, essencialmente, por meio da acção da Peleu e Helena, ambos habitantes de Nômade, no módulo de Argos e Árcave, respetivamente. Apesar de, numa primeira parte, se incluir mais algumas personagens.

Nômade? Mas afinal que planeta é este? Deixo esta curiosidade para vocês descobrirem (;

Antes de iniciar a leitura deste livro confesso estive pouco apreensiva, pelo facto, de estar escrito em Português do Brasil, língua pessoalmente não aprecio. Contudo, “Nômade” conseguiu supreender-me, com uma linguagem acessível, não muito rica e enfraquecido das típicas expressões brasileiras, favorecendo-o.

A história, em si, é criativa, interessante e recheada de imaginação, no entanto, falta a descrição pornomerizada dos momentos da acção, como quando Peleu e Helena atravessaram a muralha de fogo. Ainda não tinha percebido o que tinha acontecido realmente, e a acção já avançava velozmente. Senti que se perdeu muita informação dos acontecimentos narrados, informação essa, essencial. A rapidez da acção impediu o leitor de se envolver na narrativa.

Apesar de estes temas não serem os meus preferidos, ler deste livro fez renascer em mim o “bichinho” da leitura, adormecido nestes últimos tempos. Assim, espero conseguir retomar os meus hábitos literários e dar um pouco mais de mim a este blog.

Driqa*

7.12.10

"Oferenda Mortal" Nora Roberts escreve como J.D. Robb


O Natal chegou a Nova Iorque.
E há um assassino em série a oferecer mortes horrorosas.
A tenente Eve Dallas está em perseguição de um assassino em série queaterroriza a cidade de Nova Iorque nas vésperas do Natal. Com o auxílio doseu próprio e intrigante marido, Roarke, Eve desvenda segredos que ligamas vítimas: segredos que envolvem patronos e clientes de uma agência deencontros. O caso começa a afectar Eve pessoalmente e traz-lhe de voltamemórias de uma infância de abusos, mas isso só irá reforçar a suadeterminação em apanhar o assassino a qualquer custo. Mas será que noNatal, Eve vai receber a pior prenda da sua vida?

Género:Literatura Romântica Palavras-chave:Crime, natal, assassino em série,investigação policial, amor, paixão Tradutor:Marco Neves Formato:16 x 21 cm Páginas:288 Tiragem:8000 PVP:18,85€ Data de Lançamento:03 de Dezembro de 2010
Mais informações em: www.chadascinco.com

25.11.10

NATAL CIVILIZAÇÃO, LIVROS QUE SÃO UM ESPECTÁCULO

A Civilização está a desenvolver um passatempo com duas formas diferentes de participar:

se comprou um livro ou se não comprou um livro.

É um passatempo inovador pois o participante saberá se foi premiado ou não, através de uma animação em realidade aumentada.

Saiba tudo em www.natalcivilizacao.com, ganhe prémios e ainda pode doar livros à Cruz Vermelha Portuguesa.

12.9.10

Colocadas :)

Expectantes e impacientes, foi assim que passámos, horas e horas, completamente vidradas no telemóvel ou no computador. E foi assim que, ontem, finalmente soubémos uma das notícias mais importantes das nossas vidas, aquela que definirá o que faremos da nossa vida, aquela que tornará possível a nossa carreira e na nossa paixão: o derradeiro resultado das candidaturas para a universidade.
A excelente notícia chegou pelo meio da tarde de ontem e adivinhem? Cada uma das tasters entrou no que queria e onde queria! 

Tatiana ->Biologia na UA
Tanas -> Gestão de empresas no ISCAC
Ðяiqa -> Economia na FEP
Mélodie -> Ciências Farmacêuticas na FFUP

 Espero que o panorama tenha sido bom para a grande maioria das outras pessoas, os nossos amigos tiveram um panorama em todo semelhante ao nosso, salvo excepção :) o que nos deixou muitíssimo felizes!

Agora, só nos resta  prepararmos as malas e o nosso pensamento para todos os desafios, bons e maus, que esta nova etapa nos apresentará!

OBA!! xD

(Foto de Joana Orêncio em Olhares.pt)

-Tatiana Moreira

28.7.10

Outra Nota ao Acaso

Toda a arte é uma forma de literatura, porque toda a arte é dizer qualquer coisa. Há duas formas de dizer – falar e estar calado. As artes que não são a literatura são as projecções de um silêncio expressivo. Há que procurar em toda a arte que não é literatura a frase silenciosa que ela contém, ou o poema, ou o romance, ou o drama. Quando se diz “poema sinfónico” fala-se exactamente, e não de um modo translato e fácil. O caso parece menos simples para as artes visuais, mas, se no prepararmos com a consideração de que linhas, planos, volumes, cores, justaposições e contraposições são fenómenos verbais dados sem palavras ou antes por hieróglifos espirituais, compreenderemos como compreender as artes visuais, e, ainda que as não cheguemos a compreender ainda, teremos, ao menos, já em nosso poder o livro que contém a cifra e a alma que pode conter decifração. Tanto basta até chegar o resto.

Álvaro de Campos, in “Presença”, nº48, Coimbra, Julho de 1936

Nota ao Acaso


O poeta superior diz que efectivamente sente. O poeta médio diz o que decide sentir. O poeta inferior diz o que julga que deve sentir.
Nada disto tem que ver com a sinceridade. Em primeiro lugar , ninguém sabe o que verdadeiramente sente: é possível sentirmos alívio com a morte de alguém querido, e julgar que estamos sentindo pena, porque é isso que se deve sentir nessas ocasiões. A maioria da gente sente convencionalmente, embora com a maior sinceridade humana; o que não é com qualquer espécie ou grau de sinceridade intelectual, e essa é o que importa no poeta. Tanto assim é o que não creio que haja, em toda a já longa história da Poesia, mais que uns quatros ou cinco poetas, que dissessem o que verdadeiramente, e não só efectivamente, sentiam. Há alguns, muito grandes, que nunca o disseram, que foram sempre incapazes de o dizer. Quando muito há, em certos poetas, momentos em que dizem o que sentem. Aqui e ali o disse Wordsworth. Uma ou duas vezes o disse Coleridge: pois a Rima do Velho Nauta eKubla Khan são mais sinceros que todo o Milton, direi mesmo que todo o Shakespeare. Há apenas uma reserva com respeito a Shakespeare: é que Shakespeare era essencial e estruturalmente factício; e por isso a sua constante insinceridade chega a ser uma constante sinceridade, de onde a sua grandeza.
Quando um poeta inferior sente, sente sempre por cadernos de encargos. Pode ser sincero na emoção: que importa, se o não é na poesia? Há poetas que atiram com o que sentem para o verso; nunca verificaram que não o sentiram. Chora Camões a perda da alma sua gentil; e afinal quem chora é Petrarca. Se Camões tivesse tido a emoção sinceramente sua, teria encontrado uma forma nova, palavras novas – tudo menos o soneto e o verso de dez sílabas. Mas não: usou o soneto em decassílabos como usaria luto na vida.
O meu mestre Caeiro foi o único poeta inteiramente sincero do mundo.

Álvaro de Campos, in “Sudoeste”, nº3, Lisboa, Novembro de 1935

15.7.10

Neste Verão as palavras sorriem! Passatempo

Civilização incentiva à leitura com oferta de livros

Com o intuito de incentivar a leitura dos portugueses, numa altura que habitualmente têm mais tempo para dedicar aos livros, a Civilização Editora acaba de lançar uma campanha de Verão exclusiva com oferta de livros.
“Neste Verão as palavras sorriem” é o slogan da campanha e www.aspalavrassorriem.com o endereço do microsite que reúne toda a informação acerca desta iniciativa.
Para participar, o leitor deverá registar-se no microsite da campanha até ao dia 31 de Agosto de 2010, encontrar a(s) palavra(s) escondida(s) e escolher o livro que gostaria de ler. Existem regras diferentes para quem comprou um livro ou para quem recebeu um convite via WEB. Ambos os regulamentos estão disponíveis no microsite da campanha, bem os livros disponíveis para oferta.
Para ajudar a encontrar as palavras escondidas, há diariamente informações na homepage do microsite. Faça parte desta campanha
e fique atento ao microsite, ao Facebook e ao Twitter da Civilização.

Não deixes passar esta oportunidade. Segue o nosso exemplo e PARTICIPA!

A equipa Tastethisbook

11.7.10

Crítica: “Nunca me esqueças”, Lesley Pearse

Editora: ASA
Páginas: 432
Preço: 13,50 €

Sinopse:

Até onde iria por amor?
Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca. A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.

Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Sobre a autora: Uma das escritoras preferidas do público português, Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária. Na ASA estão já publicados com grande sucesso os seus romances Nunca Me Esqueças e Procuro-te.



______________________________________________________
Opinião: Este livro baseou-se numa história verídica, que conta uma parte da vida de Mary Broad.
Mary Broad trata-se de uma filha de humildes pescadores da Cornualha, que irá passar por muitos sofrimentos, depressões, paixões, traições e humilhações. Mary saiu de casa dos pais para Plymonth à procura de uma melhor vida, no entanto esta nunca imaginaria que a sua vida pudesse tornar-se num inferno. Conheceu pessoas erradas que, apenas com 20 anos a levaram até ao banco dos réus por ter roubado um chapéu. O preço a pagar? A forca! Os relatos dos dias passados nas prisões foram descritos de uma forma bastante dura, cruel e desumana, mas que ainda assim Mary demonstrou ao longo de toda esta aventura uma força e um instinto de sobrevivência inigualável, o que me deixou com um a grande admiração por esta maravilhosa mulher.
Para evitar a forca Mary, bem como outros prisioneiros foram deportados.
Nesta longa viagem que a espera, podemos aperceber-nos de que os direitos Humanos nem sempre são respeitados e que no que toca aos prisioneiros não têm significado algum, pois estes são tratados como animais.
Nesta viagem a sobrevivência é fundamental e para isso qualquer coisa é válida para se poder sobreviver. Com todo este percurso da vida, muitos laços se criram, uns bons outros maus, registam-se ainda muitos nascimentos bem com muitas mortes. Para poder sobreviver e suportar todos estes desafios Mary mostra uma enorme coragem e mesmo nesse mundo tão cruel esta consegue obter o respeito de todos.
“Num dia apenas, com um gesto só, a vida de Mary mudou para sempre e não da forma que ela alguma vez teria imaginado.”
A mim esta história deixou-me por muitas vezes revoltada devido a todas estas injustiças. Posso também dizer que Mary passou a ser uma pessoa por quem tenho uma grande admiração devido a toda a natureza e foça com que conseguiu lutar para sobreviver a todas estas partidas da vida. Tenho muita pena que ninguém nunca se tenha interessado em saber o que foi feito desta mulher que demonstrou ao longo de todo o livro uma humanidade enorme, bem como uma aquisição de muitos valores.
- Mélodie

19.6.10

José Saramago 1922-2010


"(...) é essa a nossa obrigação, (...), torná-los imortais, pois aí ficam, se de nós depende, Alcino, Brás, Cristóvão, Daniel, Egas, Firmino, Geraldo, Horácio, Isidro, Juvino, Luís, Marcolino, Nicanor, Onofre, Paulo, Quitério, Rufino, Sebastião, Tadeu, Ubaldo, Valério, Xavier, Zacarias."

José Saramago, in Memorial do Convento

10.6.10

Resultado do passatempo "Mário, o teu humor está no armário"

Mais um passatempo terminou e mais três vencedores receberão um livro em sua casa. 
De 62 participações, apenas três puderam receber um exemplar do livro "Mário, o teu humor está no armário" onde se encontra uma peça deste escritor, encenador e actor. 
1 - Raul de Orofino apresenta algum prestígio internacional e neste livro há a sua referência. Que países estão referidos quanto à sua repercussão internacional? R: Brasil, Portugal, Espanha e Itália.
2 - Com que idade o autor pisou o palco pela primeira vez? R: 4 anos.
3 - Em que ano se estreou em Portugal? R: 1999.
 
Os vencedores são:
47 - João Pimentel (Sacavém)
48 - Mário Malhão (Peniche)
53 - Maria Oliveira (Lisboa)

Muito obrigada a todas as participações. Esperamos que continuem a tentar a vossa sorte.
- A equipa Taste This Book

25.5.10

Crítica: "Shadow, O Confronto", de Joana Miguel Ferreira

Editora: Papiro Editora 
Edição/reedição: Dezembro 2009
Páginas: 210
Formato: 23X15
Preço: 15 €

Sinopse: “Shadow, o Confronto” é o livro de estreia desta jovem escritora, que nos transporta para um mundo de magia, fantasia e mistério, povoado de elfos, duendes e gnomos, criaturas de um mundo fantástico e deslumbrante, no qual imperam sonhos, aventuras e emoções.
Enredados em incríveis jogos de poder, autênticos labirintos sufocantes que os obrigam a ultrapassar inúmeros obstáculos, Shadow e Niadji aprendem o valor da lealdade, da abnegação e, acima de tudo, do amor, assente na partilha e na cumplicidade.
Auxiliados por um cortejo de figuras fascinantes, vivendo aventuras mirabolantes e absolutamente surreais, em que o Bem e o Mal se confundem e se misturam vezes sem conta, fazendo-os questionar-se sobre a essência do Ser, os dois jovens emaranham-se nas suas próprias emoções, culminando na verdadeira descoberta do seu íntimo.

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Opinião: A autora criou algumas situações interessantes no desenrolar da estória mas senti que faltou o desenvolvimento dessas mesmas ideias e por vezes também senti a falta de um fio condutor na narrativa dos acontecimentos. No que diz respeito à estória, eu achei-a muito interessante, com alguns clichés mas também com alguma originalidade. O final da estória surpreendeu-me pela positiva pois foi totalmente inesperado mas também teve as suas falhas, nomeadamente no sentido em que, como já me tinham dito, a vitória foi fácil para o protagonista. Mas, ao mesmo tempo, houve também um final imprevisível que valeu a pena. Gostei da caracterização dos espaços como a floresta e afins, acho que esse foi um ponto forte do livro.

Vou ficar atenta a esta escritora pois, apesar de estes pequenos senãos (que na minha opinião não me fizeram deixar a leitura desta estória épica), foi uma leitura leve, agradável e interessante. Chamo é a atenção à editora pois o trabalho de revisão e edição deveria ter sido mais crítico quanto a pontuações de forma a terem melhorado algo o livro, para não falar de que haviam algumas palavras «comidas». Enfim, uma leitura aconselhável que acho que faltou a palha de que por vezes me queixo no sentido em que gostava de ter conhecido melhor as personagens. 
-  Tatiana Moreira

19.5.10

Passatempo: "Mário, o teu humor está no armário", de Raul de Orofino

Apesar do desaparecimento dos membros do grupo, por motivos de estudos, aqui voltamos com mais um passatempo em parceria com a Vogais & Co. Edições Lda. Temos 3 livros parsa oferecer, apenas tem que responder correctamente às três perguntas do formulário.

Sinopse: Em Mário, o teu humor está no armário, Raul de Orofino apresenta o percurso de êxito, analisa os conceitos intrínsecos, a repercussão internacional (Brasil, Portugal, Espanha, Itália), as reações e depoimentos dos espetadores da peça homónima. E ainda o texto da própria peça.
É o humor como caminho para o sucesso. Não é por isso de admirar que esta premissa tenha sempre uma excelente aceitação junto das empresas. O riso é uma linguagem universal e, quando utilizamos este maravilhoso instrumento que é o humor no dia-a-dia, podemos viver com mais qualidade e podemos amar melhor.
«O HUMOR é o meio que o fará escutar melhor as pessoas e que matará o medo do desconhecido. Você estará, então, aberto para lidar com as dificuldades, crises e desafios da sua vida pessoal e profissional. E, acima de tudo, o HUMOR irá fazê-lo ficar ENCANTADO com a vida, pois dar-lhe-á energia para viver o momento presente percebendo a diferença de cada dia, de cada momento da vida. É através do HUMOR, da sua alegria de viver, que poderá aceitar melhor as diferenças de cada pessoa!»

Sobre o Autor: RAUL DE OROFINO é ator, autor, diretor teatral brasileiro e dá ações de formação em empresas através de seus espetáculos/palestras.
A primeira vez que pisou um palco tinha 4 anos; fazia o papel de um anjinho. Aos 13 anos começou a fazer teatro amador na escola e nunca mais parou. Tornou-se ator profissional cinco anos depois e participou em espetáculos e minisséries. Entre os 18 e os 31 anos deu aulas de teatro e começou a dirigir espetáculos para apresentá-los em locais pouco convencionais, como bares e universidades.
Estreou-se em Portugal em 1999, com um espetáculo na Embaixada do Brasil, em Lisboa. No mesmo ano, um hotel da capital convidou-o a mostrar o seu trabalho e, desde então, já faz espetáculos em várias empresas e instituições. Atualmente apresenta os seus espetáculos/palestras também no Brasil, Espanha, Itália e Angola, em português, inglês, espanhol e italiano. Em 2010 completa 20 anos a fazer teatro em lugares não-convencionais.


*Formulário desactivado*

- O passatempo é válido até às 23:59 h do dia 3 de Junho;
- Só é permitida uma participação por pessoa e residência;
- Só serão sorteados aqueles que tiverem as três respostas correctas;
- O passatempo só é válido para residentes em Portugal continental e ílhas;
- O vencedor será notificado por e-mail assim como será publicado aqui n
o blogue.