21.5.12

O Código da Inteligência - Augusto Cury

Editora: Pergaminho
1.ª Reimpressão: Dezembro 2009
ISBN: 9789727119219
Páginas: 224

Autor:" Dr. Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta e durante mais de vinte anos desenvolveu uma nova teoria psicológica sobre o funcionamento da mente, o processo de construção de pensamentos e o processo de formação de pensadores. Sua teoria chama-se Inteligência Multifocal ou Psicologia Multifocal.
É autor de 24 livros, difundidos em mais de cinquenta países. Psicólogos, sociólogos, pedagogos e médicos utilizam as suas obras, e algumas universidades oferecem cursos de pós-graduação derivados da sua teoria.
É patrono da Universidade da Criança em Portugal, doutor honoris causa da universidade Unifil (Londrina) e membro de honra do Instituto Inteligência (Porto, Portugal)".


Crítica: O autor dá-nos a conhecer uma pequena parte da sua teoria incidindo-se na definição de inteligência, descreve as 4 armadilhas de mente: conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer erros e o medo de correr riscos; e revela os 8 códigos da inteligência que leva as pessoas a desenvolverem arte de pensar, serem autocríticos e desbloquearem as armadilhas para alcançarem saúde psíquica ou mesmo a excelência no campo profissional, afectivo e social.

8 Códigos da Inteligência:
1.º - O código do eu enquanto gestor do intelecto
2.º - Pensar nas consequências dos comportamentos
3.º - Código da psicoadaptação ou da resiliência
4.º - Código do altruísmo
5.º - Código do debate de ideias
6.º - Código do carisma
7.º - Código da intuição criativa
8.º - Código do eu enquanto gestor de emoções.

O livro tem uma leitura exigente, não pelo seu nível de escrita mas devido à quantidade de informação, particularmente para quem não tem conhecimentos na área da psicologia. A abordagem informal, leva a imaginar que estamos numa conversa com o autor. Ele dá exemplos muito concretos quer de pessoas, quer do quotidiano, que faz interiorizar e apreender a teoria da inteligência. A referência de grandes nomes da psicologia (Freud), filosofia (Confúcio, Freire, Descartes), religião (Jesus) e ciência (Einstein) ajuda a decifrar os códigos da inteligência sugeridos pelo autor e a compreender a mente humana.
“ O meu objectivo é disponibilizar ferramentas para estimular o debate de ideias, para que os leitores aprendam a actuar em seu psiquismo, a desenvolver consciência crítica, proteger sua emoção, tornarem-se gestores da sua mente e serem capazes de expandir seu potencial intelectual e prevenir transtornos psíquicos.” (CURY, 2009).
A leitura deste livro emerge momentos de reflexão. Como refere Cury (2009, p.212), “estamos perante um retrato cru das sociedades modernas. O normal transformou-se em anormal. A regra tornou-se excepção. Adoecemos colectivamente na era dos telemóveis e dos computadores, numa época de saltos tecnológicos fantásticos.”: professores que defendem verdades absolutas, escolas só transmitem informação e incentivam o silêncio antipedagógico, alunos submissos que apenas a recebem não questionam, não debatem, não exercem a arte do pensar.Porém, esta situação abrange um país, cidadãos, profissionais, famílias e o eu enquanto gestor psíquico.
É gritante estimular tanto jovens como adultos a libertar a criatividade, expandir a arte de pensar, desenvolver saúde psíquica e a excelência profissional, segundo Cury (2009), seríamos uma Humanidade com mais hipóteses de transportar as palavras felicidade, tolerância, afectividade e sabedoria dos dicionários para a nossa personalidade. Como refere Cury (2009, p. 213), “sonho que poderemos explorar o infinito mundo da nossa mente humana e conhecermo-nos cada vez melhor a nós mesmos, este ser complexo e belíssimo e, ao mesmo tempo, imperfeito e complicado.”.


                     “A vida é um grande e complexo texto, que necessita de muitas vírgulas para ser escrito, ainda que essas vírgulas assumam em alguns momentos o formato de Lágrimas.”

Cury, O vendedor de sonhos

4.3.12

Crítica: "Por Favor não Matem a Cotovia" de Harper Lee


Sinopse
Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Prémio Pulitzer

Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância. Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.

Por Favor Não Matem a Cotovia de Harper Lee

Críticas de imprensa

«Sem dúvida um verdadeiro fenómeno literário, este romance sulista não apresenta a mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e escrito com uma precisão cirúrgica.» Vogue

«O estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.» Time

Crítica:

“Por favor não matem a cotovia” é um livro impressionante. Narrado na primeira pessoa através de uma criança que, apesar de rebelde, é astuta e tão inocente quanto as outras.

Inicialmente, conta-se uma história simples e bonita de brincadeiras de crianças e os seus mistérios mas, com o desenvolvido da narrativa vamos nos apercebendo do envolvimento destas pessoas inocentes no processo judicial que o pai, Atticus Finch, estava a defender.

Por outro lado, no nosso dia a dia não temos tempo para reparar em injustiças e ainda menos vontade para nos aperceber delas. Contudo, pela visão de Scout conseguimos subtender os comentários e as opiniões maliciosas que vão correndo no livro. O quão inocente é esta criança que não percebe a diferença entre pretos e brancos, não entende porque o negros só podiam ir à Igreja no Domingo e os brancos quando quisessem, não sabe o porquê de a justiça para eles ser tão diferente da nossa e, principalmente, não compreende o que motiva este racismo.

Este livro alerta-nos ao racismo, à injustiça, à indiferença do povo. Apesar de ser uma história dos anos 30, tão actual que ela se encontra.

Definitivamente, recomendo a todos a lerem este livro e meditarem/reflectirem sobre a sociedade que nos inserimos.

Excerto

- Preferia que andasses aos tiros às latas no quintal, mas sei que vais andar atrás dos pássaros. Podes matar todos os gaios-azuis que encontrares, isto se lhes conseguires acertar, mas lembra-te que é pecado matar uma cotovia.”

Driqa*