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20.1.12

Crítica: "Qualquer coisa de Bom" de Sveva Casati Modignani


• Autora: Sveva Casati Modignani
• Editora: Edições Asa
• Data Publicação: 2005-04-01 00:00:00
• P.V.P: 8,90 €
• N.º de páginas: 352

Sinopse
: Uma herança inesperada e um amor que surge da vontade de ajudar aos outros.

Autores
: Sveva Casati Modignani é um pseudónimo adoptado por um casal italiano, Bice Cairati e Nullo Cantaroni. Em público só aparece a mulher que se apresenta como Sveva. Esta dupla é muito conceituada na literatura italiana sendo a que mais sucesso alcança no estrangeiro.

Crítica:A história ocorre no ano 2003 em Itália, porém o autor faz-nos viajar até aos anos de 1998, 1983/84, 1960/61 e 1953, elucidando-nos para cultura e tradições italianas destas épocas.
Ludovica Magnasco de 29 anos é, a personagem principal, conhecida por Lula, uma rapariga afável, honesta, bonita, excelente cozinheira (os capítulos do livro tem nomes de receitas) e trabalhadora que começa como empregada a dias, posteriormente porteira de um prédio e no final gestora de um restaurante devido a uma misteriosa herança milionária de Alexandra Pluda Cavalii, uma residente do prédio (Lula descobre que era sua tia). Mas não é só do sucesso desta boa rapariga que o livro se debate mas no romance com o Dr. Guido Montini que no final da história acabam por casar. As várias prolepses retractam as histórias trágicas de amor da avó e mãe de Lula.

Apesar de ser mais um romance, a fácil leitura prende-se na sua linguagem corrente e acessível, o interesse surge com as várias histórias que o livro retracta nas diferentes épocas tornado-o num livro atractivo e entusiasmante.

SS

12.1.12

Crítica: " A Praia do Destino" de Anita Shreve



Autora: Anita Shreve

Edição/reimpressão: 2004

Páginas: 416

Editor: Edições Asa

Sinopse

A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismos feminino e os preconceitos sociais.

Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de óston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…


Crítica:

“A Praia do Destino” é um livro que vi muitas vezes lá por casa, especialmente, porque a minha irmã o tinha junto à mesinha de cabeira. Os anos foram passando e o livro lá continuava. Assim, recentemente, decidi pegar-lhe e dar uma vista de olhos. Após várias tentativas de leitura, ontem finalmente consegui acabar de o ler.

Este livro reparte-se em três etapas muito bem identificadas. Conta-nos a história de um amor proibido entre Olympia, de 15 anos, e Haskel, com 40. Os primeiros capítulos centram-se em Olympia, na sua humilde e monótona vida e na visão que tem do mundo e do que a rodeia. Sendo esta uma parte um pouco secante, que me fez desistir o livro algumas vezes. No entanto, como o desenrolar dos acontecimentos esta apatia transformou-se numa adrenalina constante afim de tentar descobrir mais desta relação amorosa.

Simplesmente adorei o livro, a forma como a autora descreve as tradições e culturas da época, os preconceitos sociais, o papel submisso da mulher, a cultura franco-americana é fascinante. Chocante são as “disposições” que o pai de Olympia toma aquando o nascimento do filho desta, apenas por estar preocupado pela reputação dela e da família Biddford, ignorando a sua vontade. É, igualmente, gratificante a atitude desta rapariga quando decide recuperar o seu bem mais precioso, por isso para mim, a atitude desta após a leitura da sentença completamente insensata e irracional. Por outro lado, é magnífico o amor entre Olympia e Haskel que ambos sentem um pelo outro, mesmo após 4 anos de separação. Apesar de tudo o que sofreram e do sofrimento causado, estes dois amam-se incondicionalmente.

Afinal, tudo nesta vida se resumo ao mesmo: o amor entre homem e mulher e a forma como o concretizam, não interessa a idade nem o século em que nos encontramos pois, a vida é amor!


Excerto

"- Nunca deixei de te amar - diz ele - Nem por um minuto (...) Nunca pensei que um amor tão intenso pudesse perdurar por tanto tempo. (...) Nunca acreditei que isto fosse um erro.

(...)- Esta noite será nossa - diz ela - Vamos dormir um com o outro sem que ninguém nos perturbe."


P.S Podem encontrar a crítica de Monikita sobre o mesmo livro aqui: http://www.tastethisbook.blogspot.com/2010/02/critica-praia-do-destino-de-anita.html


Driqa*

11.7.10

Crítica: “Nunca me esqueças”, Lesley Pearse

Editora: ASA
Páginas: 432
Preço: 13,50 €

Sinopse:

Até onde iria por amor?
Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca. A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.

Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Sobre a autora: Uma das escritoras preferidas do público português, Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária. Na ASA estão já publicados com grande sucesso os seus romances Nunca Me Esqueças e Procuro-te.



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Opinião: Este livro baseou-se numa história verídica, que conta uma parte da vida de Mary Broad.
Mary Broad trata-se de uma filha de humildes pescadores da Cornualha, que irá passar por muitos sofrimentos, depressões, paixões, traições e humilhações. Mary saiu de casa dos pais para Plymonth à procura de uma melhor vida, no entanto esta nunca imaginaria que a sua vida pudesse tornar-se num inferno. Conheceu pessoas erradas que, apenas com 20 anos a levaram até ao banco dos réus por ter roubado um chapéu. O preço a pagar? A forca! Os relatos dos dias passados nas prisões foram descritos de uma forma bastante dura, cruel e desumana, mas que ainda assim Mary demonstrou ao longo de toda esta aventura uma força e um instinto de sobrevivência inigualável, o que me deixou com um a grande admiração por esta maravilhosa mulher.
Para evitar a forca Mary, bem como outros prisioneiros foram deportados.
Nesta longa viagem que a espera, podemos aperceber-nos de que os direitos Humanos nem sempre são respeitados e que no que toca aos prisioneiros não têm significado algum, pois estes são tratados como animais.
Nesta viagem a sobrevivência é fundamental e para isso qualquer coisa é válida para se poder sobreviver. Com todo este percurso da vida, muitos laços se criram, uns bons outros maus, registam-se ainda muitos nascimentos bem com muitas mortes. Para poder sobreviver e suportar todos estes desafios Mary mostra uma enorme coragem e mesmo nesse mundo tão cruel esta consegue obter o respeito de todos.
“Num dia apenas, com um gesto só, a vida de Mary mudou para sempre e não da forma que ela alguma vez teria imaginado.”
A mim esta história deixou-me por muitas vezes revoltada devido a todas estas injustiças. Posso também dizer que Mary passou a ser uma pessoa por quem tenho uma grande admiração devido a toda a natureza e foça com que conseguiu lutar para sobreviver a todas estas partidas da vida. Tenho muita pena que ninguém nunca se tenha interessado em saber o que foi feito desta mulher que demonstrou ao longo de todo o livro uma humanidade enorme, bem como uma aquisição de muitos valores.
- Mélodie

6.2.10

Crítica: "A Praia do Destino", de Anita Shreve



Editor: Edições ASA
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 416
Preço: 16,00€

Sinopse: A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismo feminino e os preconceitos sociais.
Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de óston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…

"O livro ideal para ler numa noite de Verão com o som do mar como pano de fundo. Anita Shreve é uma excelente contadora de histórias, tem um assombroso talento para manter o leitor na expectativa até ao fim."

Daily Telegraph
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Opinião: Este livro é motivante, mesmo para quem não seja muito amante de Romances (como eu). Considero que este livro se divide em 3 partes distintas. A primeira espelha a infância e adolescência de Olympia na casa da Praia, a segunda é o desenlace da incestuosa relação com o Dr. Haskell até ao momento que é desvendada e tem um final doloroso para Olympia, a terceira parte inicia-se quando Olympia descobre que o seu filho não morrera à nascença, e assim começa a sua luta para encontrá-lo.
É interessantíssimo pela época que retrata, e por expor a classe nobre, mas também por nos dar um panorama da miséria, quando Shreve descreve o trabalho do médico John Haskell.

Contextualizando o livro, ele abrange a história da educação, medicina e advocacia - na última parte, para mim a mais interessante. Quem deve ficar com a custódia do filho de Olympia? Ela, porque foi enganada pelo pai e pensar que o filho tinha morrido. Ou os pais adoptivos? Eles, os únicos, que a criança conhecera desde bebé.
Leiam e vejam o desfecho deste livro…eu caracterizava como...curioso!


MonikitA