4.3.12

Crítica: "Por Favor não Matem a Cotovia" de Harper Lee


Sinopse
Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Prémio Pulitzer

Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância. Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.

Por Favor Não Matem a Cotovia de Harper Lee

Críticas de imprensa

«Sem dúvida um verdadeiro fenómeno literário, este romance sulista não apresenta a mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e escrito com uma precisão cirúrgica.» Vogue

«O estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.» Time

Crítica:

“Por favor não matem a cotovia” é um livro impressionante. Narrado na primeira pessoa através de uma criança que, apesar de rebelde, é astuta e tão inocente quanto as outras.

Inicialmente, conta-se uma história simples e bonita de brincadeiras de crianças e os seus mistérios mas, com o desenvolvido da narrativa vamos nos apercebendo do envolvimento destas pessoas inocentes no processo judicial que o pai, Atticus Finch, estava a defender.

Por outro lado, no nosso dia a dia não temos tempo para reparar em injustiças e ainda menos vontade para nos aperceber delas. Contudo, pela visão de Scout conseguimos subtender os comentários e as opiniões maliciosas que vão correndo no livro. O quão inocente é esta criança que não percebe a diferença entre pretos e brancos, não entende porque o negros só podiam ir à Igreja no Domingo e os brancos quando quisessem, não sabe o porquê de a justiça para eles ser tão diferente da nossa e, principalmente, não compreende o que motiva este racismo.

Este livro alerta-nos ao racismo, à injustiça, à indiferença do povo. Apesar de ser uma história dos anos 30, tão actual que ela se encontra.

Definitivamente, recomendo a todos a lerem este livro e meditarem/reflectirem sobre a sociedade que nos inserimos.

Excerto

- Preferia que andasses aos tiros às latas no quintal, mas sei que vais andar atrás dos pássaros. Podes matar todos os gaios-azuis que encontrares, isto se lhes conseguires acertar, mas lembra-te que é pecado matar uma cotovia.”

Driqa*

20.1.12

Crítica: "Qualquer coisa de Bom" de Sveva Casati Modignani


• Autora: Sveva Casati Modignani
• Editora: Edições Asa
• Data Publicação: 2005-04-01 00:00:00
• P.V.P: 8,90 €
• N.º de páginas: 352

Sinopse
: Uma herança inesperada e um amor que surge da vontade de ajudar aos outros.

Autores
: Sveva Casati Modignani é um pseudónimo adoptado por um casal italiano, Bice Cairati e Nullo Cantaroni. Em público só aparece a mulher que se apresenta como Sveva. Esta dupla é muito conceituada na literatura italiana sendo a que mais sucesso alcança no estrangeiro.

Crítica:A história ocorre no ano 2003 em Itália, porém o autor faz-nos viajar até aos anos de 1998, 1983/84, 1960/61 e 1953, elucidando-nos para cultura e tradições italianas destas épocas.
Ludovica Magnasco de 29 anos é, a personagem principal, conhecida por Lula, uma rapariga afável, honesta, bonita, excelente cozinheira (os capítulos do livro tem nomes de receitas) e trabalhadora que começa como empregada a dias, posteriormente porteira de um prédio e no final gestora de um restaurante devido a uma misteriosa herança milionária de Alexandra Pluda Cavalii, uma residente do prédio (Lula descobre que era sua tia). Mas não é só do sucesso desta boa rapariga que o livro se debate mas no romance com o Dr. Guido Montini que no final da história acabam por casar. As várias prolepses retractam as histórias trágicas de amor da avó e mãe de Lula.

Apesar de ser mais um romance, a fácil leitura prende-se na sua linguagem corrente e acessível, o interesse surge com as várias histórias que o livro retracta nas diferentes épocas tornado-o num livro atractivo e entusiasmante.

SS