12.1.12

Crítica: " A Praia do Destino" de Anita Shreve



Autora: Anita Shreve

Edição/reimpressão: 2004

Páginas: 416

Editor: Edições Asa

Sinopse

A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismos feminino e os preconceitos sociais.

Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de óston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…


Crítica:

“A Praia do Destino” é um livro que vi muitas vezes lá por casa, especialmente, porque a minha irmã o tinha junto à mesinha de cabeira. Os anos foram passando e o livro lá continuava. Assim, recentemente, decidi pegar-lhe e dar uma vista de olhos. Após várias tentativas de leitura, ontem finalmente consegui acabar de o ler.

Este livro reparte-se em três etapas muito bem identificadas. Conta-nos a história de um amor proibido entre Olympia, de 15 anos, e Haskel, com 40. Os primeiros capítulos centram-se em Olympia, na sua humilde e monótona vida e na visão que tem do mundo e do que a rodeia. Sendo esta uma parte um pouco secante, que me fez desistir o livro algumas vezes. No entanto, como o desenrolar dos acontecimentos esta apatia transformou-se numa adrenalina constante afim de tentar descobrir mais desta relação amorosa.

Simplesmente adorei o livro, a forma como a autora descreve as tradições e culturas da época, os preconceitos sociais, o papel submisso da mulher, a cultura franco-americana é fascinante. Chocante são as “disposições” que o pai de Olympia toma aquando o nascimento do filho desta, apenas por estar preocupado pela reputação dela e da família Biddford, ignorando a sua vontade. É, igualmente, gratificante a atitude desta rapariga quando decide recuperar o seu bem mais precioso, por isso para mim, a atitude desta após a leitura da sentença completamente insensata e irracional. Por outro lado, é magnífico o amor entre Olympia e Haskel que ambos sentem um pelo outro, mesmo após 4 anos de separação. Apesar de tudo o que sofreram e do sofrimento causado, estes dois amam-se incondicionalmente.

Afinal, tudo nesta vida se resumo ao mesmo: o amor entre homem e mulher e a forma como o concretizam, não interessa a idade nem o século em que nos encontramos pois, a vida é amor!


Excerto

"- Nunca deixei de te amar - diz ele - Nem por um minuto (...) Nunca pensei que um amor tão intenso pudesse perdurar por tanto tempo. (...) Nunca acreditei que isto fosse um erro.

(...)- Esta noite será nossa - diz ela - Vamos dormir um com o outro sem que ninguém nos perturbe."


P.S Podem encontrar a crítica de Monikita sobre o mesmo livro aqui: http://www.tastethisbook.blogspot.com/2010/02/critica-praia-do-destino-de-anita.html


Driqa*

12.9.11

Crítica: "Ainda bem que estás aqui" de Maria Daniela Raineri



Sinopse
Aos dezassete anos, Allegra sente-se invisível: os pais ignoram-na, os colegas da escola nova não socializam com ela e o belo Gabrielle, com quem sonha de noite, trata-a como se ela fosse sua irmã. Por outro lado, Luisa, de trinta e cinco anos, sente-se sufocada. É solteira, vive uma crise dos trinta anos e divide o seu afecto entre as duas únicas amigas e o amante. Em part-time, claro, porque ele é casado.

Allegra e Luisa não se conhecem, até que um acidente vem juntá-las. E se ao princípio a convivência é tempestuosa, acabam por tornar-se melhores amigas.


Crítica


“Maria Raineri é uma autora italiana que com a sua escrita cinematográfica, envolvente e directa, conta-nos a história de duas gerações diferentes, com as suas lágrimas e os seus sorrisos.”
"Ainda bem que estás aqui" é um livro de fácil leitura pois bastou duas noites para o terminar. Tal como indica a contra-capa, a história deste livro assemelha-se ao guião de um filme, é escasso em descrição e pormenores pecando bastante neste aspecto, baseado na acção e nada mais, ficando com a sensação que nada aprendemos depois sua leitura.
Apesar de conhecer pouco a cultura italiana, penso que a autora exagera um pouco nas personagens criadas, especialmente com Allegra, devido às suas atitudes exageradas e emotivas. Por outro lado, acho que falta à história imaginação e desenvolvimento, ficando à quem das expectitativas que o título pressupõe. Além disso, na minha opinião, é ridículo uma miúda viver com a amante do pai, depois da morte dos seus pais, sobretudo pela forma como os acontecimentos de desenrolaram. Talvez seja preconceito, mas a nossa sociedade é assim mesmo e eu não fugo à regra (por enquanto, espero). Por fim, admiro a atitude de Luisa ao aceitar de voltar Allegra mesmo depois de descobrir que esta dormiu com o namorado, do qual está grávida.
Concluindo, “Ainda bem que estás aqui” é um livro soft, o bastante para passar o tempo a ler intrigas de telenovelas.

Driqa*