12.9.11

Crítica: "Ainda bem que estás aqui" de Maria Daniela Raineri



Sinopse
Aos dezassete anos, Allegra sente-se invisível: os pais ignoram-na, os colegas da escola nova não socializam com ela e o belo Gabrielle, com quem sonha de noite, trata-a como se ela fosse sua irmã. Por outro lado, Luisa, de trinta e cinco anos, sente-se sufocada. É solteira, vive uma crise dos trinta anos e divide o seu afecto entre as duas únicas amigas e o amante. Em part-time, claro, porque ele é casado.

Allegra e Luisa não se conhecem, até que um acidente vem juntá-las. E se ao princípio a convivência é tempestuosa, acabam por tornar-se melhores amigas.


Crítica


“Maria Raineri é uma autora italiana que com a sua escrita cinematográfica, envolvente e directa, conta-nos a história de duas gerações diferentes, com as suas lágrimas e os seus sorrisos.”
"Ainda bem que estás aqui" é um livro de fácil leitura pois bastou duas noites para o terminar. Tal como indica a contra-capa, a história deste livro assemelha-se ao guião de um filme, é escasso em descrição e pormenores pecando bastante neste aspecto, baseado na acção e nada mais, ficando com a sensação que nada aprendemos depois sua leitura.
Apesar de conhecer pouco a cultura italiana, penso que a autora exagera um pouco nas personagens criadas, especialmente com Allegra, devido às suas atitudes exageradas e emotivas. Por outro lado, acho que falta à história imaginação e desenvolvimento, ficando à quem das expectitativas que o título pressupõe. Além disso, na minha opinião, é ridículo uma miúda viver com a amante do pai, depois da morte dos seus pais, sobretudo pela forma como os acontecimentos de desenrolaram. Talvez seja preconceito, mas a nossa sociedade é assim mesmo e eu não fugo à regra (por enquanto, espero). Por fim, admiro a atitude de Luisa ao aceitar de voltar Allegra mesmo depois de descobrir que esta dormiu com o namorado, do qual está grávida.
Concluindo, “Ainda bem que estás aqui” é um livro soft, o bastante para passar o tempo a ler intrigas de telenovelas.

Driqa*

23.4.11

Crítica: "Nômade" de Carlos Orsi Martinho



Crítica:

O “Nômade” de Carlos Orsi é um livro pequeno, de conteúdo acessível direccionado para os adolescentes.

A sua história é narrada, essencialmente, por meio da acção da Peleu e Helena, ambos habitantes de Nômade, no módulo de Argos e Árcave, respetivamente. Apesar de, numa primeira parte, se incluir mais algumas personagens.

Nômade? Mas afinal que planeta é este? Deixo esta curiosidade para vocês descobrirem (;

Antes de iniciar a leitura deste livro confesso estive pouco apreensiva, pelo facto, de estar escrito em Português do Brasil, língua pessoalmente não aprecio. Contudo, “Nômade” conseguiu supreender-me, com uma linguagem acessível, não muito rica e enfraquecido das típicas expressões brasileiras, favorecendo-o.

A história, em si, é criativa, interessante e recheada de imaginação, no entanto, falta a descrição pornomerizada dos momentos da acção, como quando Peleu e Helena atravessaram a muralha de fogo. Ainda não tinha percebido o que tinha acontecido realmente, e a acção já avançava velozmente. Senti que se perdeu muita informação dos acontecimentos narrados, informação essa, essencial. A rapidez da acção impediu o leitor de se envolver na narrativa.

Apesar de estes temas não serem os meus preferidos, ler deste livro fez renascer em mim o “bichinho” da leitura, adormecido nestes últimos tempos. Assim, espero conseguir retomar os meus hábitos literários e dar um pouco mais de mim a este blog.

Driqa*