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7.8.12

Crítica "A Filha do Capitão" de José Rodrigues dos Santos


A Filha do Capitão
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 600
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789726629948






Sinopse
O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.
Opinião:
                Depois de um longo período afastada de autores como Dan Brown e José Rodrigues dos Santos decidi voltar a apostar neste último, talvez por já ter tido algumas opiniões acerca de “A Filha do Capitão” e ter ficado bastante curiosa.
                Após a sua leitura posso confirmar que este livro foge bastante ao tipo de escrita o JRS nos habituou-o e, por isso, adorei “A Filha do Capitão”.
                Segundo o wikipédia este é o segundo romance do autor lançado em 2004. Conta a história de um amor impossível entre um soldado português e uma dama francesa durante a 1ª Guerra Mundial. Ao longo da narrativa ouvimos histórias das trincheiras de Flandres onde, dia-a-dia, soldados portugueses lutam pela Nação e pela vida.
                A história desenrola-se em volta de Afonso Brandão, desde as dificuldades da sua infância, passando o Clero até ao serviço Militar. É durante a sua estadia em França, em plena 1ª Guerra Mundial, que conhece a formosa donzela Agnés Chevallier, ex-estudante de Medicina. Os dois vivem uma intensa paixão com um desfecho infeliz.
                Irrefutavelmente, esta é uma narrativa de leitura intensa e estimulante levando o leitor a querer descobrir sempre mais. Para mim, o mais fascinante é a forma coerente e realista como JRS relata ao pormenor o ambiente nas trincheiras e os acontecimentos da 1ª República.
                Sem dúvida, um romance que recomendo a todos os amantes da História de Portugal.

Driqa*

18.6.12

"Querido Papá", de Danielle Steel




Editora: Círculo de Leitores

ISBN: 9724213331

Edição Portuguesa: 1996

Páginas:333

Preço: 9,55€



É um livro interessante e cativa o leitor lê-lo todo numa só vez pela forma como a autora expõe as situações, dando ênfase aos sentimentos e emoções dos personagens.

O drama desenrola-se em torno de Oliver Watson. É um homem sucedido a nível profissional e pensa que também assim é a nível familiar, esposa dedicada que cuida dos três filhos na casa de campo.
Porém, no final de 18 anos de casamento, a esposa decide ausentar-se para realizar mestrado. Para Sarah Watson o casamento, filhos e casa de campo fora sempre sonhos do marido e foi desistindo dos dela, uma vida independente, apartamento na cidade na cidade, estudar e a literatura.

Daqui começa todo o enredo, Oliver vê-se sozinho com 3 filhos nos braços, o divórcio adivinhava-se. Os filhos ficam transtornados. Filho mais velho, com 17 anos, engravida a namorada, abandona os estudos e começa a trabalhar. Sua mãe inicia sinais de Alzheimer e seu pai não sabe como lidar com a situação. Os três homens voltam a reescrever as suas histórias de vida.

Oliver retoma a sua vida a nível pessoal e familiar, nos primeiros tempos é descrito o desespero que sentiu, mas num ano ele refaz a sua vida, e no final conhece a pessoa com quem se identifica, voltando a casar. A vida familiar regressou harmonia com que sempre sonhou.

O livro ensina que não se pode ser feliz ou construir uma família só por amar alguém, é crucial ter objectivos comuns em que haja cedências de ambas partes. E, quando tudo parece desmoronar-se a alternativa é lutar, a vida contínua, pois haverá algo melhor para acontecer, mesmo que inicialmente pareça impossível. O que importa é aproveitar as oportunidades, sucumbir o receio de amar e acreditar que se consegue ser feliz.


Citação: 

"Oliver rodeou a esposa com um braço e sorriu.(...) Tinha tudo, a vida que desejara, e uma mulher que fazia com que tudo valesse a pena. E não lhe sobrava a menor dúvida de que era o homem com mais sorte à superfície da Terra" p. 332


Sobre autora, Danielle Steel:

“Escritora norte-americana, nascida em 1949, em Nova Iorque, autora de best-sellers no seu país e no estrangeiro. Escreve livros sobre dramas da realidade quotidiana ligados essencialmente ao amor, às relações conturbadas, à traição, à separação e ao sofrimento, mas com o sempre desejado desenlace feliz. (…) As suas obras são best-sellers em mais de 45 países.(…)”

4.3.12

Crítica: "Por Favor não Matem a Cotovia" de Harper Lee


Sinopse
Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Prémio Pulitzer

Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância. Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.

Por Favor Não Matem a Cotovia de Harper Lee

Críticas de imprensa

«Sem dúvida um verdadeiro fenómeno literário, este romance sulista não apresenta a mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e escrito com uma precisão cirúrgica.» Vogue

«O estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.» Time

Crítica:

“Por favor não matem a cotovia” é um livro impressionante. Narrado na primeira pessoa através de uma criança que, apesar de rebelde, é astuta e tão inocente quanto as outras.

Inicialmente, conta-se uma história simples e bonita de brincadeiras de crianças e os seus mistérios mas, com o desenvolvido da narrativa vamos nos apercebendo do envolvimento destas pessoas inocentes no processo judicial que o pai, Atticus Finch, estava a defender.

Por outro lado, no nosso dia a dia não temos tempo para reparar em injustiças e ainda menos vontade para nos aperceber delas. Contudo, pela visão de Scout conseguimos subtender os comentários e as opiniões maliciosas que vão correndo no livro. O quão inocente é esta criança que não percebe a diferença entre pretos e brancos, não entende porque o negros só podiam ir à Igreja no Domingo e os brancos quando quisessem, não sabe o porquê de a justiça para eles ser tão diferente da nossa e, principalmente, não compreende o que motiva este racismo.

Este livro alerta-nos ao racismo, à injustiça, à indiferença do povo. Apesar de ser uma história dos anos 30, tão actual que ela se encontra.

Definitivamente, recomendo a todos a lerem este livro e meditarem/reflectirem sobre a sociedade que nos inserimos.

Excerto

- Preferia que andasses aos tiros às latas no quintal, mas sei que vais andar atrás dos pássaros. Podes matar todos os gaios-azuis que encontrares, isto se lhes conseguires acertar, mas lembra-te que é pecado matar uma cotovia.”

Driqa*

20.1.12

Crítica: "Qualquer coisa de Bom" de Sveva Casati Modignani


• Autora: Sveva Casati Modignani
• Editora: Edições Asa
• Data Publicação: 2005-04-01 00:00:00
• P.V.P: 8,90 €
• N.º de páginas: 352

Sinopse
: Uma herança inesperada e um amor que surge da vontade de ajudar aos outros.

Autores
: Sveva Casati Modignani é um pseudónimo adoptado por um casal italiano, Bice Cairati e Nullo Cantaroni. Em público só aparece a mulher que se apresenta como Sveva. Esta dupla é muito conceituada na literatura italiana sendo a que mais sucesso alcança no estrangeiro.

Crítica:A história ocorre no ano 2003 em Itália, porém o autor faz-nos viajar até aos anos de 1998, 1983/84, 1960/61 e 1953, elucidando-nos para cultura e tradições italianas destas épocas.
Ludovica Magnasco de 29 anos é, a personagem principal, conhecida por Lula, uma rapariga afável, honesta, bonita, excelente cozinheira (os capítulos do livro tem nomes de receitas) e trabalhadora que começa como empregada a dias, posteriormente porteira de um prédio e no final gestora de um restaurante devido a uma misteriosa herança milionária de Alexandra Pluda Cavalii, uma residente do prédio (Lula descobre que era sua tia). Mas não é só do sucesso desta boa rapariga que o livro se debate mas no romance com o Dr. Guido Montini que no final da história acabam por casar. As várias prolepses retractam as histórias trágicas de amor da avó e mãe de Lula.

Apesar de ser mais um romance, a fácil leitura prende-se na sua linguagem corrente e acessível, o interesse surge com as várias histórias que o livro retracta nas diferentes épocas tornado-o num livro atractivo e entusiasmante.

SS

12.1.12

Crítica: " A Praia do Destino" de Anita Shreve



Autora: Anita Shreve

Edição/reimpressão: 2004

Páginas: 416

Editor: Edições Asa

Sinopse

A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismos feminino e os preconceitos sociais.

Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de óston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…


Crítica:

“A Praia do Destino” é um livro que vi muitas vezes lá por casa, especialmente, porque a minha irmã o tinha junto à mesinha de cabeira. Os anos foram passando e o livro lá continuava. Assim, recentemente, decidi pegar-lhe e dar uma vista de olhos. Após várias tentativas de leitura, ontem finalmente consegui acabar de o ler.

Este livro reparte-se em três etapas muito bem identificadas. Conta-nos a história de um amor proibido entre Olympia, de 15 anos, e Haskel, com 40. Os primeiros capítulos centram-se em Olympia, na sua humilde e monótona vida e na visão que tem do mundo e do que a rodeia. Sendo esta uma parte um pouco secante, que me fez desistir o livro algumas vezes. No entanto, como o desenrolar dos acontecimentos esta apatia transformou-se numa adrenalina constante afim de tentar descobrir mais desta relação amorosa.

Simplesmente adorei o livro, a forma como a autora descreve as tradições e culturas da época, os preconceitos sociais, o papel submisso da mulher, a cultura franco-americana é fascinante. Chocante são as “disposições” que o pai de Olympia toma aquando o nascimento do filho desta, apenas por estar preocupado pela reputação dela e da família Biddford, ignorando a sua vontade. É, igualmente, gratificante a atitude desta rapariga quando decide recuperar o seu bem mais precioso, por isso para mim, a atitude desta após a leitura da sentença completamente insensata e irracional. Por outro lado, é magnífico o amor entre Olympia e Haskel que ambos sentem um pelo outro, mesmo após 4 anos de separação. Apesar de tudo o que sofreram e do sofrimento causado, estes dois amam-se incondicionalmente.

Afinal, tudo nesta vida se resumo ao mesmo: o amor entre homem e mulher e a forma como o concretizam, não interessa a idade nem o século em que nos encontramos pois, a vida é amor!


Excerto

"- Nunca deixei de te amar - diz ele - Nem por um minuto (...) Nunca pensei que um amor tão intenso pudesse perdurar por tanto tempo. (...) Nunca acreditei que isto fosse um erro.

(...)- Esta noite será nossa - diz ela - Vamos dormir um com o outro sem que ninguém nos perturbe."


P.S Podem encontrar a crítica de Monikita sobre o mesmo livro aqui: http://www.tastethisbook.blogspot.com/2010/02/critica-praia-do-destino-de-anita.html


Driqa*

12.9.11

Crítica: "Ainda bem que estás aqui" de Maria Daniela Raineri



Sinopse
Aos dezassete anos, Allegra sente-se invisível: os pais ignoram-na, os colegas da escola nova não socializam com ela e o belo Gabrielle, com quem sonha de noite, trata-a como se ela fosse sua irmã. Por outro lado, Luisa, de trinta e cinco anos, sente-se sufocada. É solteira, vive uma crise dos trinta anos e divide o seu afecto entre as duas únicas amigas e o amante. Em part-time, claro, porque ele é casado.

Allegra e Luisa não se conhecem, até que um acidente vem juntá-las. E se ao princípio a convivência é tempestuosa, acabam por tornar-se melhores amigas.


Crítica


“Maria Raineri é uma autora italiana que com a sua escrita cinematográfica, envolvente e directa, conta-nos a história de duas gerações diferentes, com as suas lágrimas e os seus sorrisos.”
"Ainda bem que estás aqui" é um livro de fácil leitura pois bastou duas noites para o terminar. Tal como indica a contra-capa, a história deste livro assemelha-se ao guião de um filme, é escasso em descrição e pormenores pecando bastante neste aspecto, baseado na acção e nada mais, ficando com a sensação que nada aprendemos depois sua leitura.
Apesar de conhecer pouco a cultura italiana, penso que a autora exagera um pouco nas personagens criadas, especialmente com Allegra, devido às suas atitudes exageradas e emotivas. Por outro lado, acho que falta à história imaginação e desenvolvimento, ficando à quem das expectitativas que o título pressupõe. Além disso, na minha opinião, é ridículo uma miúda viver com a amante do pai, depois da morte dos seus pais, sobretudo pela forma como os acontecimentos de desenrolaram. Talvez seja preconceito, mas a nossa sociedade é assim mesmo e eu não fugo à regra (por enquanto, espero). Por fim, admiro a atitude de Luisa ao aceitar de voltar Allegra mesmo depois de descobrir que esta dormiu com o namorado, do qual está grávida.
Concluindo, “Ainda bem que estás aqui” é um livro soft, o bastante para passar o tempo a ler intrigas de telenovelas.

Driqa*

23.4.11

Crítica: "Nômade" de Carlos Orsi Martinho



Crítica:

O “Nômade” de Carlos Orsi é um livro pequeno, de conteúdo acessível direccionado para os adolescentes.

A sua história é narrada, essencialmente, por meio da acção da Peleu e Helena, ambos habitantes de Nômade, no módulo de Argos e Árcave, respetivamente. Apesar de, numa primeira parte, se incluir mais algumas personagens.

Nômade? Mas afinal que planeta é este? Deixo esta curiosidade para vocês descobrirem (;

Antes de iniciar a leitura deste livro confesso estive pouco apreensiva, pelo facto, de estar escrito em Português do Brasil, língua pessoalmente não aprecio. Contudo, “Nômade” conseguiu supreender-me, com uma linguagem acessível, não muito rica e enfraquecido das típicas expressões brasileiras, favorecendo-o.

A história, em si, é criativa, interessante e recheada de imaginação, no entanto, falta a descrição pornomerizada dos momentos da acção, como quando Peleu e Helena atravessaram a muralha de fogo. Ainda não tinha percebido o que tinha acontecido realmente, e a acção já avançava velozmente. Senti que se perdeu muita informação dos acontecimentos narrados, informação essa, essencial. A rapidez da acção impediu o leitor de se envolver na narrativa.

Apesar de estes temas não serem os meus preferidos, ler deste livro fez renascer em mim o “bichinho” da leitura, adormecido nestes últimos tempos. Assim, espero conseguir retomar os meus hábitos literários e dar um pouco mais de mim a este blog.

Driqa*

11.7.10

Crítica: “Nunca me esqueças”, Lesley Pearse

Editora: ASA
Páginas: 432
Preço: 13,50 €

Sinopse:

Até onde iria por amor?
Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca. A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.

Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Sobre a autora: Uma das escritoras preferidas do público português, Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária. Na ASA estão já publicados com grande sucesso os seus romances Nunca Me Esqueças e Procuro-te.



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Opinião: Este livro baseou-se numa história verídica, que conta uma parte da vida de Mary Broad.
Mary Broad trata-se de uma filha de humildes pescadores da Cornualha, que irá passar por muitos sofrimentos, depressões, paixões, traições e humilhações. Mary saiu de casa dos pais para Plymonth à procura de uma melhor vida, no entanto esta nunca imaginaria que a sua vida pudesse tornar-se num inferno. Conheceu pessoas erradas que, apenas com 20 anos a levaram até ao banco dos réus por ter roubado um chapéu. O preço a pagar? A forca! Os relatos dos dias passados nas prisões foram descritos de uma forma bastante dura, cruel e desumana, mas que ainda assim Mary demonstrou ao longo de toda esta aventura uma força e um instinto de sobrevivência inigualável, o que me deixou com um a grande admiração por esta maravilhosa mulher.
Para evitar a forca Mary, bem como outros prisioneiros foram deportados.
Nesta longa viagem que a espera, podemos aperceber-nos de que os direitos Humanos nem sempre são respeitados e que no que toca aos prisioneiros não têm significado algum, pois estes são tratados como animais.
Nesta viagem a sobrevivência é fundamental e para isso qualquer coisa é válida para se poder sobreviver. Com todo este percurso da vida, muitos laços se criram, uns bons outros maus, registam-se ainda muitos nascimentos bem com muitas mortes. Para poder sobreviver e suportar todos estes desafios Mary mostra uma enorme coragem e mesmo nesse mundo tão cruel esta consegue obter o respeito de todos.
“Num dia apenas, com um gesto só, a vida de Mary mudou para sempre e não da forma que ela alguma vez teria imaginado.”
A mim esta história deixou-me por muitas vezes revoltada devido a todas estas injustiças. Posso também dizer que Mary passou a ser uma pessoa por quem tenho uma grande admiração devido a toda a natureza e foça com que conseguiu lutar para sobreviver a todas estas partidas da vida. Tenho muita pena que ninguém nunca se tenha interessado em saber o que foi feito desta mulher que demonstrou ao longo de todo o livro uma humanidade enorme, bem como uma aquisição de muitos valores.
- Mélodie

25.5.10

Crítica: "Shadow, O Confronto", de Joana Miguel Ferreira

Editora: Papiro Editora 
Edição/reedição: Dezembro 2009
Páginas: 210
Formato: 23X15
Preço: 15 €

Sinopse: “Shadow, o Confronto” é o livro de estreia desta jovem escritora, que nos transporta para um mundo de magia, fantasia e mistério, povoado de elfos, duendes e gnomos, criaturas de um mundo fantástico e deslumbrante, no qual imperam sonhos, aventuras e emoções.
Enredados em incríveis jogos de poder, autênticos labirintos sufocantes que os obrigam a ultrapassar inúmeros obstáculos, Shadow e Niadji aprendem o valor da lealdade, da abnegação e, acima de tudo, do amor, assente na partilha e na cumplicidade.
Auxiliados por um cortejo de figuras fascinantes, vivendo aventuras mirabolantes e absolutamente surreais, em que o Bem e o Mal se confundem e se misturam vezes sem conta, fazendo-os questionar-se sobre a essência do Ser, os dois jovens emaranham-se nas suas próprias emoções, culminando na verdadeira descoberta do seu íntimo.

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Opinião: A autora criou algumas situações interessantes no desenrolar da estória mas senti que faltou o desenvolvimento dessas mesmas ideias e por vezes também senti a falta de um fio condutor na narrativa dos acontecimentos. No que diz respeito à estória, eu achei-a muito interessante, com alguns clichés mas também com alguma originalidade. O final da estória surpreendeu-me pela positiva pois foi totalmente inesperado mas também teve as suas falhas, nomeadamente no sentido em que, como já me tinham dito, a vitória foi fácil para o protagonista. Mas, ao mesmo tempo, houve também um final imprevisível que valeu a pena. Gostei da caracterização dos espaços como a floresta e afins, acho que esse foi um ponto forte do livro.

Vou ficar atenta a esta escritora pois, apesar de estes pequenos senãos (que na minha opinião não me fizeram deixar a leitura desta estória épica), foi uma leitura leve, agradável e interessante. Chamo é a atenção à editora pois o trabalho de revisão e edição deveria ter sido mais crítico quanto a pontuações de forma a terem melhorado algo o livro, para não falar de que haviam algumas palavras «comidas». Enfim, uma leitura aconselhável que acho que faltou a palha de que por vezes me queixo no sentido em que gostava de ter conhecido melhor as personagens. 
-  Tatiana Moreira

14.4.10

Crítica: “Génesis 1: Gelo”, de Wolfgang e Heike Hohlbein

Editora: Metaphora
Edição/reimpressão: Setembro 2007
Páginas: 416
P.V.P.: 16,95€
 
Sinopse: A bordo de um navio - em viagem entre a Cidade do Cabo, África do Sul, e Brisbane, Austrália - Ben, um jovem de dezassete anos, passa os dias morto de tédio... até que, diante da gélida Antárctida, o paquete de luxo é atacado por um sinistro navio-fantasma, transformando-se num cenário de horror, executado por uma tripulação ávida de sangue. Mas, quando o navio encalha na Antárctida, o pesadelo ganha contornos verdadeiramente tenebrosos. Debaixo do gelo imutável, habita um poder antiquíssimo e malévolo, cujo tempo acabou de irromper...
Génesis 1 é o primeiro volume de uma trilogia da autoria de dupla alemã Wolfgang e Heike Hohlbein, os autores de literatura fantástica mais lidos no espaço de língua alemã.

Sobre os autores: Wolfgang e Heike Hohlbein são os escritores mais bem sucedidos e respeitados na área da literatura fantástica/ficção científica no seu país natal, a Alemanha. Têm mais de 200 títulos editados e estão traduzidos em mais de trinta línguas. Já ultrapassaram os trinta milhões de livros vendidos. Wolfgang Hohlbein é autor de obras infantis e juvenis, romances para adultos e guiões para cinema e televisão. Tornou-se conhecido em 1982 ao receber o prémio de literatura fantástica com o livro "Märchenmond" ("Lua Mágica") e em 1993 conseguiu o seu primeiro best-seller com o romance "Das Druidentor". Em finais de 2004, Wolfgang foi eleito o melhor autor do ano na Alemanha. Nesse ano, a saga "Anders" (editada em Portugal pelas Edições Nova Gaia) (informação incompleta)
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Opinião: Primeiro livro da trilogia, este foi um livro totalmente viciante e, por vezes, de cortar a respiração! É neste que começa aquela que promete ser uma das aventuras que espero ficar bem marcadas na minha memória. Neste livro é relatada a estória de Ben, um rapaz de 17 anos que embarcou com os seus pais num cruzeiro entre a África do Sul e a Austrália. Ben passa os dias deste cruzeiro sem grandes projectos para além de ver filmes até que decide explorar o navio e se depara com vários militares, entre os quais Harry com quem cria um certo ódio, bem armados com uma arma da mais nova tecnologia. É, também nesta exploração que Ben encontra Sasha, filha do capitão e detentora de estranhas percepções.
A Antárctica, um aparente continente pacato sem grandes perigos à excepção do tempo, revelou-se numa terra de mistério e perigos inimagináveis. Durante o cruzeiro, Ben começa a ter pesadelos aterradores e extremamente estranhos onde piratas de gelo e criaturas místicas despertam do seu subconsciente. Mal sabia Ben que, parte destes pesadelos, revelar-se-iam em actos, evidências e em verdade, embora que algo diferentes. Em todos eles diferentes destinos de morte lhe eram apresentados mas à medida que estes ficavam mais frequentes e que constatava que parte deles aconteciam, Ben tinha mais certezas de que a viagem no paquete luxuoso tornar-se-ia cada vez mais perigosa.
Pouco tempo depois de Ben ter sonhado com isso, a embarcação é atacada por piratas de gelo e é a partir deste ataque que vários acontecimentos inimagináveis começam a ocorrer, desencadeando uma infecção em alguns tripulantes que levarão à sua loucura e a uma metamorfose inesperada. Mais tarde, o paquete encalha na costa antárctica e é nesse momento que Ben, Harry e os seus pais se apercebem das tão largas dimensões do que está para vir.
Vejamos, este livro cativou-me imenso pois mantém um suspense quase contínuo e fascinante e, para além do suspense, é um livro onde nos estes dois autores alemães nos apresentam uma aventura bem pensada e que até ao momento está interessantíssima. Este livro está repleto de fantástico e aventura e é praticamente impossível de o largar. Com um final surpreendente, restaram-me muitas dúvidas as quais espero ver apaziguadas no segundo volume. Como é óbvio, aconselho vivamente a leitura deste livro, especialmente se for amante do fantástico, pois faz-nos as delícias! Sinceramente, um dos melhores livros de fantasia que já li! - Tatiana

Crítica: "Crepúsculo", de Stephenie Meyer

Editora: Edições Gailivro
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2009
Páginas: 477
P.V.P.: 17,90€

Sinopse: A respeito de três aspectos, eu estava absolutamente segura. Em primeiro lugar, Edward era um vampiro. Em segundo lugar, uma parte dele - e eu não sabia qual era o poder dessa parte - ansiava pelo meu sangue. Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Sobre a autora: Stephenie Meyer nasceu na véspera de Natal, em Hartford, Connecticut, mas vive em Phoenix, no estado do Arizona desde os quatro anos de idade. É lá que vive com o seu marido e os seus três filhos. Licenciou-se em Literatura Inglesa, pela Brigham Young University. Após a publicação do seu primeiro romance, Twilight (entre nós publicado com o titulo Crepúsculo), Stephenie Meyer foi considerada "como uma das mais promissoras novas escritoras de 2005" (Publishers Weekly). O seu romance de estreia foi bem recebido pela critica tendo conseguido várias distinções entre as quais se destacam: A New York Times Editor's Choice; A Publishers Weekly Best Book of the Year, Amazon "Best Book of the Decade...So Far". Sem dúvida um romance de qualidade, já traduzido, até agora, em 20 línguas.

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Opinião: Livro que deu origem a um alarido tremendo sobre os vampiros, alarido esse que os voltou a colocar na moda da literatura, Crepúsculo é o primeiro de quatro livros sobre o amor incondicional e impossível de Bella e Edward. Quem já não ouviu falar sobre esta tão falada estória de amor? Bem, confesso que também eu fui vítima do vício que esta saga provoca e até agradeço à autora pelo impulso que me deu para a leitura pois sem esta saga não haveria mais uma viciada por cá.
Esta estória começa quando Isabella Swan se muda para Forks, uma pacata cidade onde chovia quase todo o ano, e conhece Edward Cullen, um rapaz misterioso e sedutor que, por alguma razão se mantém afastado de todos à excepção da sua família. Por entre negação e atracção, Bella insiste em descobrir a razão pela qual Edward é tão relutante à sua amizade e até mesmo à sua presença. Quanto mais se aproxima, maior é o perigo e maior e incondicional é o amor que nutre por ele e mal sabe ela as realidades que descobrirá e perigos que passará…
Ora, eu vi o filme antes de ler o livro e, como é de esperar, há certas parecenças mas não há nada como ler a obra original. O mote da estória não é novo nem nada de extraordinário mas a verdade é que a autora, com a sua escrita fluida e leve, consegue-nos prender entre risadas, acção, monotonia, (que por vezes aparece em demasia na saga), perigos, inseguranças e finalmente, o amor impossível, mas tão atraente, que nos prende à acção do livro como tão bem consegue a autora. As personagens são engraçadas assim como alguns episódios como o jogo de Basebol e (talvez uma das minhas partes favoritas pela descrição da autora que me fez querer ir ao local) a cena da clareira e dos bosques de Forks.
Concluindo, este primeiro livro é uma boa opção para descontrair e viver um amor e uma aventura bem passados. Para jovens é, então uma excelente escolha para nutrir o gosto pela leitura pois prende-nos e no seu resultado é uma estória interessante. Bem, quanto a este livro não posso dizer muito mais pois quase tudo está dito, posso é aconselhar também o filme pois até que não está mau de todo (embora não goste muito dos actores principais…).
Spoiler: Não posso deixar de referir Anne Rice, autora de Entrevista Com o Vampiro e Rainha dos Condenados, que é uma excelente escritora do género fantástico e totalmente hilariante!- Tatiana

28.3.10

Crítica: "A Gárgula" de Andrew Davidson


Autor: Andrew Davidson
Editora: Caderno
Colecção: Cadernos a Preto e Branco
Ano de Edição/ Reimpressão: 2008
Preço: 17,00€

Sinopse
O belo e atormentado narrador de A Gárgula conduz numa estrada sinuosa quando é ofuscado pelo que parecia ser uma saraivada de setas. Despenha-se numa ravina e acorda numa unidade de queimados, sofrendo as torturas dos condenados. É agora um monstro. A sua vida acabou. Mas está apenas a começar: um dia, Marianne Engel, uma encantadora e indomável escultora de gárgulas, entra no seu quarto e revela-lhe que foram amantes na Alemanha medieval: ele, um mercenário que sofrera terríveis queimaduras; ela, uma freira escriba no famoso mosteiro de Engelthal, onde lhe prestara cuidados de enfermagem. À medida que se desenrola a sua história, qual Scherazade, e relata outras histórias igualmente fantásticas de amor imortal no Japão, Islândia, Itália e Inglaterra, o narrador é devolvido à vida e, por fim, ao amor. A Gargula é um romance extraordinário que levará o leitor numa metamórfica e original viagem. Fá-lo-á acreditar no amor, em milagres e na rendição. O mais extraordinário romance de estreia da última década: uma fascinante história de amor sobre o poder libertador do sofrimento, que transcende os limites do nosso tempo e espaço.
Wook
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Opinião: É uma história intrigante devido aos seus personagens principais, um actor pornográfico que se transforma num ser humano queimado e passa a valorizar sentimentos, mesmo que não o admita. E de uma mulher esquizofrénica que vive o presente para cuidar de um homem, que afirma ter vivido com ele uma história trágica de amor, no século XIII.
Porém, as constantes mudanças entre o presente e as histórias narradas por Marianne Engel durante todo o livro, faz com que o leitor fique confuso, quer por se perde no rol da história principal, quer pelas histórias contadas por Angel: serão verdadeiras? Ou serão fruto da sua imaginação?!
Considero um livre interessante e enriquecedor, a nível de conhecimentos, no que se refere a doentes queimados e tudo o que engloba a sua recuperação, bem como a nível psiquiátrico, em toda caracterização e comportamento de Engel.

O interior do ser humano é mais bonito e gratificante de se conhecer. O que é importante é o sentimento de gostar de alguém tal como é, porque todos somos diferentes mas todos podemos ser muito especiais! É a mensagem que retiro deste livro.

MonikitA

14.3.10

Crítica: "O Grande Deus Pã", de Arthur Machen

Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 176
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896370084

Sinopse: Arthur Machen é famoso pelos seus contos do sobrenatural e horror. O seu sucesso foi alcançado em 1890 e tornou-se um dos escritores mais influentes do seu género no início do século XX. Ainda hoje a sua influência se reflecte nos mais variados ramos, da literatura à pintura, da música ao cinema (como em Labirinto del Fauno de Guillermo del Toro, inspirado no O Grande Deus Pã).
Os seus temas abordam frequentemente as implicações psicológicas do sobrenatural e o mundo metafísico. O seu imaginário vagueia frequentemente pelo gótico e o fantástico. O seu interesse pela religião, paganismo, oculto, alquimia, e kaballa, reflecte-se um pouco por toda a sua obra.Aclamado pelos maiores nomes do seu tempo: T.S. Eliot, Bernard Shaw, Algernon Blackwood, Bram Stoker, Arthur Conan Doyle, W.B. Yeats, Oscar Wilde, e mais tarde Jorge Luis Borges que o reconheceu como um escritor genial e através dele influenciou o realismo mágico.

Sobre o autor: Arthur Machen (3 de março de 1863 - 30 de março de 1947) foi um escritor e jornalista galês, famoso pelos seus contos e novelas de terror e fantasia, além de ter sido actor durante um certo tempo. 
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Opinião: Em primeiro lugar queria reforçar uma ideia com que o Sr. Professor José Manuel Lopes, a quem congratulo a excelente tradução, nos confronta: «Não lemos, nem poderemos ler, como se lia na Inglaterra de finais do século XIX» cuja ênfase não poderia ser mais bem descrita já que é um livro a ser lido tendo em conta a altura em que os contos foram escritos. Estamos perante contos/novelas onde a «sexualidade engendra monstros e as experiências científicas se tornam assustadoras», onde o enredo é muito cativante e onde o medo, o suspense e as lendas se encontram numa harmonia que para mim foi perfeita.

Passo, então, a falar dos contos. 

- O Grande Deus Pã: Conto em que Guillermo del Toro se inspirou para realizar aquele que considero um dos meus filmes favoritos de fantasia, demonstrou-se numa história muito diferente, embora tenha vislumbrado a essência de onde o realizador mexicano se inspirou. O conto realmente provoca algum terror psicológico mas o que mais me fascinou foi o conteúdo fantástico que ele nos proporciona. Fala-nos de um Deus da floresta, o Grande Deus Pã mas sobretudo, evoca o terror que este impõe quando se mostra aos humanos. A acção principal começa com uma experiência em que Dr. Raymond procura provar a existência do Grande Deus Pã, recorrendo a uma jovem rapariga. Passados alguns anos, começam a aparecer suicídios muito peliculares de homens que se enforcam com expressões faciais de puro horror. Clarke procura a verdade sobre estes estranhos suicídios e encontra uma verdade estonteante e fascinante! Com um final que me fascinou, este conto, apesar de não ter correspondido às minhas expectativas, foi excelente! 

- A Novela da Chancela Negra: Primeiramente, adorei este conto! Não me despertou tanto "medo" como o outro mas a estória em si é muito interessante e desperta tanta curiosidade! Partindo do início do conto, é-nos praticamente impossível imaginar que Machen iria implementar o elemento fantástico que este nos mostrou. A estória gira à volta de uma antiquíssima chancela negra e coberta de inscrições de uma língua aparentemente muito antiga. O final do conto foi estonteante e mostrou-me uma outra realidade mitológica muito interessante e, como sempre, inesperada. 

- A Luz Mais Interior: Este conto foi algo interessante (envolve autópsias :P ) já que Machen coloca-nos perante um caso demoníaco que nos confirma que quem procura acha!

- O Povo Branco: Este conto está simplesmente suberbo, foi sem dúvida o meu favorito! Arthur Machen começa por nos contar a conversa entre  Cotgrave e Ambrose onde este último nos apresenta uma teoria excepcional sobre o pecado e a santidade, que convenhamos foi uma conversa fantástica e que concordo no seu todo. Já a largas horas da noite, Ambrose fala de um caderno verde de uma rapariga que, mais tarde é-nos apresentado, e neste, é-nos relatada a sua estória. Até onde poderá ir a imaginação de uma criança? Ou será que é a simples realidade? Será, então, mesmo verdade este aterrador registo? Este foi o conto que mais me despertou a curiosidade e que mais me cativou! 

Este é, portanto, um livro que recomendo devido à sua elevada qualidade e à imaginação encantadora de Machen. Advirto que não é uma leitura leve pelo que, por vezes a leitura pode ser quebrada mas não desistam, vale mesmo a pena! - Tatiana

5.3.10

Crítica: "A Cidade dos Ossos", de Cassandra Clare

Edição/reimpressão: 2009
Editora: Planeta
Dimensões: 15x21
Páginas: 416
P.V.P.: 19,90 €
 
Sinopse: Há mil anos, o anjo Raziel misturou o seu sangue com o dos seres humanos, criando uma raça de Caçadores de Sombras, que nos protegem de demónios invisíveis para o comum dos mortais. Ao abrir este livro, entre num universo muito especial... Chegou à Cidade dos Ossos. À saída da Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota... 
Sobre a autora: Cassandra Clare nasceu no Irão e passou os seus primeiros anos a viajar pelo mundo com a família e vários baús cheios de livros de fantasia, entre os quais As Crónicas de Nárnia. Mais tarde, trabalhou como jornalista em Los Angeles e Nova Iorque, onde reside actualmente.
"Caçadores de Sombras cria um mundo onde eu adoraria viver." Stephenie Meyer 

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 Opinião: Clary sempre viveu uma vida simplória com a sua mãe e Luke, um quase tio, até que, numa discoteca em Nova Iorque, Pandemonium, assiste a um assassinato protagonizado por três jovens marcados com inúmeras tatuagens por todos os seus corpos.
É a partir desse momento que conhece Jace, Alec e Isabelle - três jovens Caçadores de Sombras que a acompanharão naquela que será uma aventura urbana cheia de acção e mistério!

Ora, já tinha lido esta saga em inglês mas foi muito bom reler este livro cujo homor, a fantasia e o suspense estão numa boa sintonia.
É uma leitura leve onde há muito diálogo e por essa razão lê-se num ápice sendo que no final queremos ler a continuação pois para além do enredo que adorei, as personagens estão muito bem formuladas, especialmente o Jace :) , a minha personagem favorita do livro - quando o lerem perceberão o porquê. 

Este foi, portanto, um livro que desde o início me envolveu e me abraçou, provocando uma grande ansiedade para o acabar e que ao longo do mesmo me ofereceu muito bons momentos de leitura.  Muitas surpresas virão nos próximos livros que espero voltar a ler, em português. xD

Anteriormente já o tinha aconselhado, hoje volto a aconselhá-lo, especialmente ao público adolescente/jovem já que esta estória está de alguma forma direccionoada para nós (se gosta de Crepúsculo cetamente que gostará desta saga - no meu caso, gostei mais desta!), o que não quer dizer que não possa ser lido por pessoas mais velhas pois, nesses casos, se estiverem à procura de uma boa estória com o enredo interessante, aconselho-o de igual forma. - Tatiana

13.2.10

Crítica: "Mistério em Connellsville", de Beatriz Neves Barroca

Editora: Papiro Editora
Género: Romance
Nº de Páginas: 92
P.V.P.: 11€

Sinopse: “Acordei agitada e minutos depois o despertador tocou. Tinha tido um pesadelo. Sonhei que estava na escola vazia e que um homem encapuzado levava uma rapariga. Eu via-os, mas eles não me viam a mim. Era como se fosse um filme. “Andas demasiado envolvida neste assunto…” pensei, censurando-me. (…)
Esboçámos um aceno e fomos para o carro. Abri a porta e sentei-me no banco.
Estremeci e a memória do sonho dessa noite assaltou-me com um flash.”O

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Opinião:  Apresento-vos a Magnólia, de 16 anos, uma rapariga solitária, que adora o seu Ipod, os seus livros e especialmente aprecia uma boa janela para apreciar o mundo lá de fora. Vivia na Califórnia mas devido a necessidades laborais do pai, mudou-se com a sua família para a Pensilvânia, mais precisamente para uma pequena cidade chamada Connellsville. Magnólia, com a sua personalidade forte, desvendará um dos mistérios mais imponentes naquela pequena cidade, encontra amor e amizade, sem nunca os ter procurado.
 Pouco tempo depois de Magnólia chegar à nova cidade, esta depara-se com estanhos desaparecimentos de raparigas jovens da sua nova escola. É com a sua perspicácia e com a sua inacabável curiosidade que descobre quem é o raptor, colocando-se a si numa perigosa situação.
Gostei deste pequeno livro, li-o num instante! A autora consegui-me prender com a sua escrita leve e fluida.
Gostava de ver esta jovem escritora num romance maior, onde acredito que conseguiria explorar ainda mais as suas boas descrições e onde com certeza conseguiria explorar ainda mais os sentimentos das suas pesonagens.
É interessante ver que jovens de tão tenra idade seja publicados e que nos ofereçam bons momentos de leitura e para mim, este foi um dos aspectos que mais me despertou interesse.

Tatiana

6.2.10

Crítica: "Despertar" - Crónicas Vampíricas, de L.J. Smith

Título original : Vampire Diaries – The Awekening
Páginas: 272
Autora: Lisa Jane Smith
Edição/ Reimpressão: 2009
Colecção: Crónicas Vampíricas
Editor: Planeta
P.V.P.: 13.85€


Sinopse: «Está na hora, Stefan», pensou Elena. E, com enorme delicadeza, atraiu de novo a boca dele para baixo, desta vez para a sua garganta.
Na Itália renascentista, os irmãos Stefan e Damon Salvatore enfrentam-se pelo amor de uma jovem. Séculos mais tarde, voltarão a fazê-lo por Elena Gilbert, uma das suas colegas de liceu, que desconhece a sua verdadeira identidade.
Stefan Salvatore, o novo aluno de Fell’s Church, arrasta com ele um passado misterioso, e também alguém que apenas deseja vingança, o seu irmão Damon: são mais do que irmãos de sangue e o seu ódio ultrapassa as barreiras do tempo... Agora procuram reproduzir um mortífero triângulo amoroso que tem no centro Elena, jovem mais popular do liceu.

Uma história de amor e vingança que atravessa os séculos.


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Opinião: Antes de vos dar a minha opinião, devo dizer que este livro, assim como os restantes desta autora foram escritos muito antes (1991) dos de Stephanie Meyer (autora da famosa Saga Luz e Escuridão).

Ultimamente temos sido bombardeados com apostas de cariz vampírico para um público juvenil, que se sente cada vez mais atraído para um mundo irreal onde tudo acontece, desde existirem vampiros a estes apaixonarem-se por humanos.

A história deste livro desenrola-se em Fell's Church uma cidade pequena dos Estados Unidos, que nós presenteia com a disputa de dois irmãos que por amor transformaram-se em vampiros. Ao que tudo indica inicialmente parece ser uma típica história de adolescentes, onde tudo acaba bem e parece ser um mar de rosas, mas à medida que nos vamos envolvendo na história apercebemos-nos que L.J. Simth quer transmitir-nos uma outra ideia.
A protagonista, Elena Gilbert, é a típica rapariga que está habituada a ter tudo aquilo que deseja, não se contentando com um não. Contudo aquando o aparecimento de um jovem, Stefan Salvatore, que aparece-lhe como sendo algo novo, educado, bonito e que lhe dá a perceber uma inacessibilidade, provocando assim ainda mais a atracção de Elena por Stefan.
Mas há algo que Elena a menina bonita e popular do liceu não sabe...

Stefan é um vampiro, tem um irmão e este último, Damon tem um ódio de morte face ao Stefan.

Gostei do livro, apesar da temática estar um pouco batida, cada página suscitava um interesse nos caminhos que as personagens tomariam, na forma em como reagiriam, dando-nos um final que nos faz esperar pela continuação colocando-nos questões sobre o que acontecerá a segir.

Acredito que todos aqueles que gostaram de Crepúsculo irão deliciar-se com a colecção Crónicas Vampíricas, onde mais uma vez tudo pode acontecer entre vampiros e humanos.


15 anos antes de Edward se apaixonar por Bella, Elena beijou Stefan.
15 anos antes de Edward abandonar Bella, Elena teve de escolher entre Stefan e Damon.

Assim, Lisa J. Smith convida todos os leitores a seguir a vida deste triângulo amoroso, já agora este livro está mais que recomendado. :)

Tanas'